Sobral O espetáculo Mundaréu está de volta e já vem chegando trazendo alegria nas cores do "Bem-Me-Quer", em tão bela companhia. Com o tema: "Mundaréu Sonoro - Uma viagem pelos cantos existentes em cada um de nós", o mestre Martônio Holanda está de volta com um novo espetáculo. Ele define que este novo formato tem um objetivo. "Divulgar a cultura tradicional popular, por meio das linguagens do teatro, dança, música e regionalismos, sem esquecer, é claro, de promover intercâmbio cultural junto às comunidades, por meio de realização de oficinas, mostrando o processo criativo que permeia o imaginário popular, utilizando como ferramentas, o teatro, as artes plásticas e a musicalidade", disse ele.
Martônio explica que o formato é basicamente o mesmo do anterior, mas com incrementos de figuras ainda um pouco desconhecidas. "Mundaréu é um show musical colorido e divertido, dentro da diversidade universal em movimento. Tem teatro de boneco e de rua, pintura, dança popular, tudo assim, misturado num só caldeirão de arte. Um espetáculo imperdível", avalia o artista.
Folclorista de primeira grandeza e conhecedor de mistérios divinos, Martônio interage com o público contando peripécias e folgança de quem fez e faz da própria vida a maior expressão dessa arte. Um presente para quem gosta e sabe apreciar as tradições populares e deseja conhecer a alma de um verdadeiro caboclo do sertão.
"A divulgação da cultura popular torna-se cada vez mais necessária nesse momento em que as pessoas mergulham num atrativo universo tecnológico, alguns esquecendo o passado enquanto outros nem sequer vislumbram o instante de conhecer a origem de seu lugar e dos tipos característicos que formam a vida de cada recanto ou cidade", descreve.
Martônio contou que a intenção do "Mundaréu Musical" é trazer as pessoas ao convívio da cultura popular. "O espetáculo é uma grande homenagem à cultura do povo, aos negros com músicas, crenças, lendas, presente nos tambores, letras e danças. Também é uma homenagem às rezadeiras, vaqueiros, procissões, folias de reis, bumba-meu-boi, samba em músicas que falam da grandeza da natureza, da preservação das florestas e, principalmente, dessa beleza de sertão".
Quem assiste ao espetáculo pode definir como dois pontos: cultural, onde acontece uma transmissão de elementos culturais do povo nordestino às novas gerações num trabalho de salvaguarda e difusão dessa herança cultural; e social, com o envolvimento dos jovens com a arte, possibilitando a abertura de novas oportunidades de desenvolvimento da cidadania.
Essência
Sabedor do poder contido nas manifestações artísticas e da amplitude de suas ações, interagindo em cada ser humano, o mestre explica que o personagem central do "Mundaréu" é o caboclo e lembra que é por meio dele que todas as manifestações acontecem. "O caboclo representa a essência da cultura popular e digo que não só nordestina, mas brasileira e universal".
Neste novo formato, as pessoas interessadas em fazer parte das cenas podem, como figurino, participar das oficinas que abordam os temas. As aulas têm carga horária de 12h, distribuídas em quatro turnos de três horas, durante quatro dias. "Ao término das oficinas, os alunos participam da apresentação do espetáculo Mundaréu Sonoro a ser realizado em local previamente escolhido pela coordenação local", explica ele, acrescentando que dois shows já têm local para acontecer, em Ipu, e um outro em Fortaleza, numa promoção do Sesc, com datas ainda para serem definidas.
No repertório músicas e cânticos como: Oração à Estrela (Aboio); As cores do Bem-Me-Quer (Teatro de Rua); Marcantes (Pintura); Flor do Mamulengo (Teatro de Bonecos); Cante Sertão (Contação de História); Cálix Bento / Viva São João (Procissão); Olha pro Céu (Quadrilha Junina); Boi Campineiro (Bumba-Meu-Boi); Toré / Florestal (Cultura Indígena); Mestre Capoeira / Coco pra Mãe Rezadeira (Cultura Afro); Cirandas (Cantiga de Roda); Majestade Sabiá / Boiadeiro. "A música que o caboclo canta chega ao sentimento da pessoa que está escutando, chega mais pela força de vibração do que por uma letra bem elaborada. É a força cabocla dentro da simplicidade", comenta.
O show termina com mestre Martônio chamando todo mundo para dançar os passos da Peneira. "Porque festa do povo sem o povo participar não tem graça nenhuma! E as músicas da despedida vão desejando que o povo siga em paz".
DIVULGAÇÃO
Apresentações são documentadas em DVD
Martônio é autodidata e trabalha, também, com pintura, exposições de quadros e também desenho artístico
Sobral Martônio Gomes Holanda, nascido a 10 de junho de 1965, neste município localizado na Zona Norte do Ceará, é autodidata, tendo percebido em si, desde criança, a influência da arte, período em que realizou seus primeiros desenhos a carvão pelas calçadas da pequena vila onde morava.
Nessa época, iniciou um período de encantamento e descoberta de um talento que viria se desenvolver ao longo dos anos seguintes, resultando no trabalho que o artista apresenta atualmente em diversas áreas culturais, tendo como inspiração principal a natureza, os tipos característicos regionais e o Folclore Brasileiro.
Martônio vive hoje uma nova realidade. Tudo que produz é documentado em DVD, para ser vendido em posteriores apresentações. "Essa foi uma forma encontrada para que o público que assiste ao espetáculo possa rever a apresentação no formato de vídeo, que é nada mais do que um documentário da nossa apresentação e também serve para divulgar o nosso trabalho", explica ele.
Caminhos do artista
O envolvimento de Martônio Holanda com as diversas vertentes da arte possibilita hoje a realização de seu trabalho nas seguintes áreas: pintura de murais em escolas; exposições de quadros (acrílico sobre tela) em algumas capitais brasileiras (Fortaleza, São Luís, Teresina, Brasília); instrutor do Sesc/Senac nos cursos de pintura em tela (Sobral/CE).
É chargista do Jornal "O Noroeste" (Sobral/CE); ilustrador da Revista do Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems) (Brasília/DF); caricaturista; ilustrador artístico e publicitário (cartazes, folders, criação de logomarcas). Trabalha ainda com esculturas, objetos decorativos e brinquedos confeccionados com materiais recicláveis; confecção de bonecos para utilização em teatro de rua ou mamulengo, criação de cenários, figurinos e adereços para espetáculos teatrais, além de ser cantor e compositor das músicas utilizadas em espetáculos teatrais.
No teatro, ele já atuou com instrutor do Curso Teatro de Rua e Saúde, no qual ministrou curso de cenografia e maquiagem, promovido pela Escola de Saúde da Família Visconde de Sabóia. Destaque para a criação de texto como "A lenda do boi Diamante"; "O Jardim do Encanto"; "Mitoró & Lenderê: Brasil de Mitos e Lendas". Martônio tem, também, participação no Grupo Bem-Me-Quer & Cia (teatro de rua e bonecos) como coordenador e ator.
MAIS INFORMAÇÕES
Arteuna - Canteiro de Produção Cultural, Rua Cel. Monte´Alverne, 1438, Centro, Sobral
(88) 8811.0388
regional@diariodonordeste.com.br
Wilson Gomes
Colaborador
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