Festival de Quadrilhas Juninas da Globo Nordeste continua animado

A fogueira, a vida do sertanejo e até o mercado de São José, no Recife, se transformaram em tema, no 9º dia de apresentações


Reprodução / TV GloboShow de alegria das quadrilhas juninas da Globo Nordeste no concurso deste ano. A fogueira, a vida do sertanejo e até o mercado de São José, no Recife, se transformaram em tema, no 9º dia de apresentações, na última quinta-feira (10).

O "Canavial de Paixões" conta uma história de amor que começa ainda na infância. Levando para a quadra uma casa grande, com direito a usina de moer cana e um trator, a quadrilha Xamego de Menina quis mostrar um pouco de sua origem, na cidade de Barreiros, na Zona da Mata Sul. O verde representando a cana de açúcar, principal atividade econômica da região. Chamou a atenção a atuação de Amanda Bárbara, uma das poucas mulheres, marcadoras de quadrilha.





Com alguns minutinhos de atraso para entrar em cena, a Explode Coração veio da Iputinga com o tema "São João de fogueira, bandeira e balão é a nossa tradição". No figurino, o amarelo e vermelho das chamas da fogueira contrastaram com o preto das noites de festa. Valorizando as tradições, uma grande roda foi formada no meio do arraial.

Um balão foi o destaque do cenário trazido de lagoa do carro pela quadrilha Rabeca Encantada. O nome é em homenagem a mestre Salu, grande símbolo da cultura popular. Estreante no festival de quadrilhas da Rede Globo Nordeste, o grupo pareceu um pouco nervoso, mas nada que interferisse na alegria de dançar para um público que lotou o ginásio. "Minha aquarela enfeita o teu arraiá", lembrou o colorido típico das festas juninas.

O atraso da quadrilha Matutinho Dançante, do Ibura, foi tanto que a tirou da competição. Mesmo assim, o grupo fez questão de mostrar o havia preparado: uma homenagem ao mercado de São José. A diversidade religiosa e as reformas do mercado fizeram parte do casamento, que conta a história de um francês que se encanta por uma pernambucana.

O grupo artístico e cultural Na Emenda Show, de Paudalho, fez uma homenagem ao sertanejo com o tema "Sou vaqueiro, o guerreiro do sertão. Trago no peito fé, coragem, amor e devoção". Verdadeiros vaqueiros, com gibão e as tradicionais estrelas, participaram da festa. O xadrez e os tecidos coloridos lembraram os tradicionais vestidos matutos. A coreografia foi baseada no vaqueiro que se embrenha pela mata na tentativa de resgatar o gado.

A última apresentação foi um encaixe na programação. Como no dia em que a quadrilha Raízes do Pinho ia se apresentar o ônibus quebrou, na segunda chance, os integrantes estavam ainda mais entusiasmados. O figurino em vermelho, laranja e amarelo levou a fogueira para dentro do arraial. O fogo representou a chama da quadrilha raízes, que nunca se apaga. Aproveitando o tema, o grupo trouxe a lenda da mula sem cabeça, que se transforma em mulher e se apaixona pelo rapaz que consegue domá-la.

Na 10º noite de apresentações, na última sexta-feira (11), a festa continuou bonita. Com o tema "O tom maior, a batida da zabumba vai soar mais forte" a quadrilha junina Fuzuê, de Ouro Preto, abriu as apresentações. Os 70 componentes contaram a história de Sara Fona e Zé Bumba, que enfrentaram a os pais para manter o namoro. O casal apela para Santo Antônio, São João e São Pedro, mas quem traz a solução é Luiz Gonzaga. Zabumba e sanfona têm que estar juntas para se fazer um forró melhor. A quadrilha festeja, então, o casamento - dançando, como manda a tradição.

Já o grupo cultural Recifogosas, da Macaxeira, foi desclassificado por atraso, mas se apresentou para poder concorrer no ano que vem. Os componentes estavam emocionados. Um acidente com o carro que foi buscar as roupas na costureira causou o atraso e a quadrilha dançou sem o figurino.

A quadrilha Renascer, de Araçoiaba, mostrou a festança no milharal. Para homenagear o homem do campo, a renascer trouxe uma fazenda inteira. E claro, um milharal, feito com garrafas pet. Com o figurino produzido com retalhos, nas roupas dos homens, e babados, na das mulheres, os 55 componentes mostraram animação e uma coreografia caprichada.

Do UR-01, no Ibura, a Pé de Serra foi a penúltima quadrilha a se apresentar, com o tema "Andei, andei, foi no mercado de São José que encontrei". O figurino e o cenário foram feitos de peças compradas no próprio mercado. A quadrilha tem três anos e mostrou -- que mais do que comércio, o mercado de São José é um local de cultura, um ponto de encontro das pessoas.

A Aquarela Nordestina Vem Fricotear, de Jardim Atlântico, encerrou as apresentações. E homenageou aquelas que realizam os sonhos dos quadrilheiros: as costureiras. Detalhes para as agulhas, almofadinhas de alfinete, carretéis de linha e fuxicos.

A quadrilha Maracabarro, de Tracunhaém, não compareceu e foi desclassificada.

 

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